Meu quintal é maior do que o mundo - Cássia Kis - Theatro São Pedro
  sexta, 13 de março de 2020
  21h
  Theatro São Pedro confira o mapa
  Livre

Consagrada nos palcos e na tv, Cássia Kis homenageia o poeta Manoel de Barros em um solo emblemático no espetáculo  Meu Quintal é Maior do que o Mundo que desembarca em Porto Alegre em Curtíssima  temporada no Theatro São Pedro nos dias 13 e 14 de março,  sexta e sábado às 21h, com ingressos a partir de R$ 25,00, com realização do Theatro São Pedro e Little John Entretenimento

 

A peça traz 18 poemas de Manoel de Barros (1916 - 2014), extraídos do livro “Memórias Inventadas”. Conhecedora da obra do poeta, a atriz se considera uma excelente leitora do escritor mato-grossense. Após descobrir sua poesia em 1980, estabeleceu uma relação não só com a obra do autor, mas com o próprio Manoel, com quem se correspondia e de quem se tornou amiga. E foi justamente um livro de Manoel que a atriz escolheu para marcar sua volta aos palcos depois de 10 anos (sua última peça foi O Zoológico de Vidro, de 2009). A nova montagem se passa em um quintal, representado no palco por um tapete, no qual Cássia interpreta quatro diferentes personagens: um menino com 5 anos, um jovem de 15, um homem de 40 e um idoso de 85. A peça tem direção, cenário e figurinos de Ulysses Cruz, parceiro de trabalho de Cássia há 40 anos e com quem ela divide a criação do texto e, ainda, Gilberto Rodrigues, responsável pela execução da música ao vivo e pela direção e criação musical.

 

Em “Meu Quintal é Maior do que o Mundo” a atriz Cássia Kis abre a cena revelando as fontes de inspiração do poeta: a criança, o passarinho e o andarilho. Em seguida, ao pisar num tapete no centro do palco e com um livro em mãos, a atriz evoca o universo poético do cerrado brasileiro, tão bem descrito pelo poeta. A participação do músico Gilberto Rodrigues é fundamental: ao vivo ele executa a trilha sonora que costura a encenação. A luz de Nicolas Caratori valoriza a narrativa da montagem. “A peça é literatura, pois pede que o espectador ouça frases bem construídas, a forma como ele dizia essas palavras, as dores que estavam ali escondidas. Manoel era como um andarilho que inventava caminhos, ” descreve Cássia.

 

 

O ESPETÁCULO

 

Para realizar o antigo sonho da atriz, que acalenta o desejo de criar uma versão para o palco da obra de Manoel de Barros há quatro décadas, Ulysses Cruz decidiu rever estudos iniciais desenvolvidos por Cássia e Jayme Compri (que integrava o grupo do diretor, Boi Voador, que o próprio Ulysses indicara), para a construção de possíveis cenas. "Quando Cássia retomou o projeto da peça, história recorrente em sua vida, eu gelei. Ao perceber sua determinação e o risco de ela montar o trabalho com qualquer outra pessoa, eu – que tenho um prazer absoluto em trabalhar com ela, sua qualidade como atriz é superlativa – topei na hora". A sacada de Ulysses ao ler o livro “Memórias Inventadas” foi perceber que todos os textos continham um  enredo. "De cara entendi que não dava para fazer o livro todo pela quantidade de textos e o risco da fragmentação em pequenas histórias, que geraria dificuldade de compreensão".

 

Assim, com base em três conceitos - onde se passa a ação, quem está na ação e o que estão fazendo - Ulysses organizou 18 textos para a montagem. O trabalho incluiu a necessidade de ligar um texto ao outro para ampliar a ideia de continuidade. A estrutura da peça permite que o público entenda quais são as fontes do poeta por meio de uma divisão em blocos. O primeiro bloco reúne textos com as descrições do cenário que Manoel de Barros faz de seu mundo: o quintal, simbolizado pelo tapete. O segundo bloco mostra quem é a pessoa que descreve tais cenários, ou seja, o menino, o homem ou o velho Manoel de Barros. Finalmente, os textos trazem os objetos de inspiração do poeta. Ulysses também se colocou no lugar do público e gostaria que ele sentisse "a alegria de ouvir textos tocantes, surpreendentes, lindos, felizes, angustiados, dramáticos, engraçados e bem-humorados”.

 

FICHA TÉCNICA

 

Obra: Manoel de Barros / Elenco: Cássia Kis / Concepção e direção geral: Ulysses Cruz / Adaptação do texto:

 

Cássia Kis e Ulysses Cruz / Cenário e figurinos: Ulysses Cruz / Direção e criação musical: Gilberto Rodrigues /

 

Execução musical: Gilberto Rodrigues / Fotografia e Design: Gal Oppido / Design de luz: Nicolas Caratori /

 

Fotos: Ronaldo Gutierrez / Direção de Movimento: Cynthia Garcia / Costureira: Judite de Lima / Adereços: Luis Rossi / Coordenação de Circulação: Selene Marinho e Sergio Mastropasqua/ Produção Original: SESI – SP 

 

 

 

SERVIÇO

MEU QUINTAL ノ MAIOR DO QUE O MUNDO COM CチSSIA KIS媒

Dias 13 e 14 de março

Sexta e sábado às 21h  - NÃO É PERMITIDA A ENTRADA APÓS O INÍCIO DO ESPETÁCULO

Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n – Centro Histórico – Porto Alegre/RS) 

 

Duração: 70 minutos

 

Gênero: Prosa Poética

 

Classificação: livre

 

Ingressos

Galerias: R$ 50,00 (inteiro) / R$ 25,00 (meia-entrada)

Camarote Lateral: R$ 100,00 (inteiro) / R$ 50,00 (meia-entrada)

Camarote Central: R$ 110,00 (inteiro) / R$ 55,00 (meia-entrada)

Plateia: R$ 120,00 (inteiro) / R$ 60,00 (meia-entrada)

Cadeiras Extras: R$ 120,00 (inteiro) / R$ 60,00 (meia-entrada)

 

Descontos*:

50% para associados da AATSP

50% para estudantes, jovens de baixa renda e pessoas com deficiência

50% para idosos

50% para associados titulares Clube do Assinante ZH e um acompanhante

50% para Clientes e Funcionários da Porto Seguro (Titular e 1 acompanhante)

*mediante apresentação de documentos que comprovem o direito ao benefício

 

Vendas:

- Online: http://www.teatrosaopedro.com.br/ 

- Bilheteria do Theatro São Pedro:  de segunda a sexta-feira, das 13h até o horário de início dos espetáculos. Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30. Nos sábados e domingos, das 15h até o horário de início dos espetáculos.

 

Mais informações para o público:

(51) 3227.5100 / 3227.5300 com a equipe do Theatro São Pedro

 

 

INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

 

MANOEL DE BARROS

 

Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT), em 19 de dezembro de 1916, e mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou em uma fazenda no Pantanal. Estudou num colégio interno em Campo Grande e depois no Rio de Janeiro. Anos depois, passou um tempo na Bolívia e no Peru e, em seguida, morou por um ano em Nova York, onde estudou Cinema e Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna (MoMA).

 

· autor de 18 livros de poesia, além de livros infantis e relatos autobiográficos. Recebeu duas vezes o Prêmio Jabuti, duas vezes o Prêmio Nestlé e também foi premiado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), pela Biblioteca Nacional e pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Manoel de Barros conta com uma consistente fortuna crítica, mas seus comentários sobre a própria obra são considerados os mais agudos e aparecem tanto em entrevistas quanto nos versos que escreveu “desexplicando” o próprio trabalho literário. Segundo ele, “ao poeta faz bem desexplicar”, ou melhor, o entendimento de sua poesia não passa pelo crivo cerebral, pois “não é por fazimentos cerebrais que se chega ao milagre estético senão que por instinto linguístico”. Faleceu em novembro de 2014, pouco antes de completar 98 anos.

 

CÁSSIA KIS

 

Cássia Kis nasceu em São Caetano do Sul (SP), em 6 de janeiro de 1958. Formou-se em atriz pela Fundação das Artes, uma das melhores escolas de música e teatro da América Latina. Recebeu diversos prêmios por suas atuações. Na televisão, participou de dezenas de séries e novelas, se tornando conhecida nacionalmente por interpretar Leila, a assassina de Odete Roitman em Vale Tudo, a cômica Ilka em Fera Ferida, a protagonista

 

Ana Lúcia em Barriga de Aluguel, a oportunista Isabel em Por Amor, a grande vilã assassina Adma, em Porto dos Milagres, a sofrida Maria em JK, a beata Mariana em Paraíso, e a humilde Dulce em Morde & Assopra, entre muitos outros. No teatro, atuou nos espetáculos “Alice, o que uma menina bonitinha como você faz num país como esse?” (1979), “O Coronel dos Coronéis” (1980), “Quem Governa o Rei?” (1981), “Fedra” e “Arícia”(1986), “Últimas Luas” (2001) e “O Zoológico de Vidro” (2009).

 


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